sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Leiam a Lição Que Garota de Apenas 12 Anos Deu no Evento (RIO 92)

Olá! Sou Severn Suzuki. Represento a ECO – a organização das crianças em defesa do meio ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 a 13 anos, tentando fazer a nossa parte: contribuir. Vanessa Suttie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Todo o dinheiro que precisávamos conseguimos por nós mesmos. Viemos de tão longe para dizer que vocês, adultos, têm que mudar o seu modo de agir.
Ao vir aqui hoje, não preciso disfarçar meu objetivo: estou lutando pelo meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores.
Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças com fome, cujos apelos não são ouvidos.
Estou aqui para falar em nome de incontáveis animais morrendo em todo o planeta porque já não têm mais lugar para onde ir.
Não podemos mais permanecer ignorados. Hoje tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de ozônio; tenho medo de respirar esse ar porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando. Eu costumava pescar em Vancouver com meu pai, até o dia em que pescamos um peixe com câncer.Temos conhecimento de que animais e plantas estão sendo destruídos a cada dia, e estão em vias de extinção.
Durante toda a minha vida eu sonhei ver grandes manadas de animais selvagens, selvas, florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas, mas agora eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso.
Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade ?
Todas essas coisas acontecem bem diante dos nossos olhos e, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções.
Sou apenas uma criança e não tenho as soluções, mas quero que saibam que vocês também não têm. Vocês não sabem como reparar os buracos da camada de ozônio. Vocês não sabem como salvar os salmões de águas poluídas. Vocês não podem ressuscitar os animais extintos. Vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiram onde hoje é deserto. Se vocês não podem recuperar nada disso, então por favor parem de destruir !
Aqui vocês são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos. Mas na verdade são mães e pais, irmãos e irmãs, tias e tios, e todos também são filhos. Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas, e ao todo somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo, nenhuma fronteira poderá mudar essa realidade.
Sou apenas uma criança, mas sei que esse problema atinge a todos nós, e deveríamos agir como se fôssemos um único mundo, rumo a um único objetivo. Apesar da minha raiva, não estou cega; apesar do meu medo, não sinto medo de dizer ao mundo como me sinto. No meu país, geramos tanto desperdício, compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora, e os países do Norte não compartilham com os que precisam. Mesmo quando temos mais do que o suficiente, temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las.
No Canadá temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Temos relógios, bicicletas, computadores e aparelhos de TV. Há dois dias aqui no Brasil ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos contou: “Eu gostaria de ser rica, e se fosse daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho.” Se uma criança de rua, que não tem nada, ainda deseja compartilhar, por que nós, que temos tudo, somos ainda tão mesquinhos?
Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somália. Uma vítima da guerra do Oriente Médio. Ou uma mendiga da Índia.
Sou apenas uma criança, mas ainda assim sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar soluções para os problemas ambientais, que lugar maravilhoso a Terra seria!
Na escola, desde o Jardim da Infância, vocês nos ensinaram a sermos bem comportados. Vocês nos ensinaram a não brigar com os outros, resolver as coisas de forma adequada, respeitar os outros, arrumar nossas bagunças, não maltratar outras criaturas, dividir e não ser mesquinho. Então, por que vocês fazem justamente o que nos ensinaram a não fazer?
Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências, e para quem vocês estão fazendo isso. Vejam-nos como seus próprios filhos. Vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer. Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos, dizendo-lhes: “Tudo ficará bem. Estamos fazendo o melhor que podemos”. Mas não acredito que possam nos dizer isso. Será que estamos na sua lista de prioridades ?
Meu pai sempre diz: “Você é aquilo que faz, não aquilo que você diz”. Bem, o que vocês fazem, nos fazem chorar à noite. Vocês adultos nos dizem que vocês nos amam. Eu desafio vocês. Por favor, façam as suas ações refletirem as suas palavras. Obrigada..... Severn Suzuki

domingo, 16 de agosto de 2009

A Destruição da Camada de Ozônio X Cidadania

A atmosfera é responsável pela vida na Terra, onde ela impede que o calor recebido do Sol seja totalmente dissipado para o espaço. É constituída por vários gases, dentre eles o gás carbônico e o Ozônio.
O ozônio, molécula formada por três átomos de oxigênio, está presente na troposfera em uma quantidade bem pequena. Na estratosfera ele aparece em maior quantidade, formando uma camada de cerca de 15 quilômetros de espessura.
A radiação ultravioleta provoca mudanças na constituição genética dos seres vivos, por isso diz-se que a vida é frágil perante esse tipo de radiação.
Desde 1957, a camada de ozônio é monitorada na Antártica. Onde em 1982, foi registrado uma diminuição de aproximadamente 20% da quantidade de ozônio sobre aquele continente. Os registros marcaram sua diminuição em até 30% em 1984 e já era a metade da quantidade original em 1987.
Em 1991, a Nasa anunciou a maior baixa da concentração de ozônio que já havia sido registrada na Antártica. Logo no ano seguinte, foi a vez do Ártico, que perdeu 20% do seu ozônio, e em 1996 esse buraco no pólo norte já havia crescido 30%.
Desde então, a quantidade de ozônio só diminuiu, aumentando consequentemente os casos de câncer de pele nos países mais próximos do buraco da Antártica.
Mas como descobrir os causadores dessa destruição????
Existem alguns produtos considerados responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Os chamados clorofluorcarbono (CFC), utilizados nos aeronóis e como gás refrigerante em aparelhos de ar condicionado e refrigeradores; óxidos de nitrogênio, provenientes da desnitrificação do solo; e o metilbrometo, usado como pesticida e conservante de produtos.
Um fato terrível é que a molécula de CFC é bastante estável, permanecendo na atmosfera entre 60 e 100 anos.
O que fazer?????
A partir do momento em que se soube da destruição da camada de ozônio os países mobilizaram-se no sentido de tentar reverter a situação. Os primeiros passos foram o de parar de usar o CFC e ensinar a população a se proteger da ação da radiação UV-B.
É aconselhável usar roupas adequadas, chapéus e utilizar filtros solares, de preferência com fator de proteção alto. Para os olhos, óculos escuros com lentes anti-raios UV.
Evitar a destruição da camada de ozônio é também evitar a extinsão da vida no planeta. Pois as principais consequências da destruição dessa camada de ozônio para os seres vivos são as queimaduras e o câncer de pele. Além disso, a catarata e a queda do sistema imunológico, deixando os indivíduos mais suscetíveis a doenças causadas por patógenos.
Pense nisso!!!!! Pois o nosso compromisso com o nosso planeta é o de fiscalizar se a legislação está sendo ou não cumprida e se os tratados estão sendo ou não colocados em prática em nosso país....... Aline Ana


***LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998. A lei brasileira abriga, sob a denominação direitos autorais, os direitos de autor propriamente ditos, bem como os direitos conexos.*** Aline Ana